Vender Serviço ou Produto? O que é melhor?

(Atualizado em: 09/12/2018)

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Recentemente, comecei a sentir fortes dores no braço direito e na coluna cervical que me fez pesquisar a respeito do problema no Dr. Google. Durante a pesquisa acabei descobrindo que, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), em torno de 80% da população mundial sentirá dores nas costas em algum período da vida por causa do sedentarismo e também pelo uso excessivo da tecnologia, que inclui notebooks, computadores e smartphones.

Devido ao problema, tive que ficar alguns dias regulando o tempo de uso do computador, colocando compressas de gelo e usando anti-inflamatórios por recomendação médica. Porém, como preciso trabalhar utilizando a tecnologia na venda de serviços e também operando o software que envia ordens de compra e venda para a corretora de investimentos, pensei que deveria começar a investir também num plano B.

Como o meu caso não era tão grave a ponto de ficar “pendurada” no INSS, precisei investir mais tempo na busca de um plano B, que seria uma outra opção que não dependesse da minha capacidade física para realizar. Então, comecei a focar na venda de produtos tanto físicos como digitais, ou seja, uma estratégia alternativa para momentos de crise ou até mesmo para ter uma renda passiva. Porém, como eu já tinha começado a vender produtos digitais um pouco antes disso acontecer, eu já tinha uma estratégia em andamento.

Foi quando surgiu o seguinte questionamento: “E se eu não tivesse vendendo esses produtos o que seria de mim?” Com certeza teria que assistir os meus ganhos despencarem da noite para o dia e ficar apenas observando porque seria tarde demais para planejar ou por em prática do zero o tal plano B. Afinal, as dores me impediriam de usar o computador ou o smartphone por tantas horas pesquisando por alguma estratégia com o intuito de colocar um possível plano em prática.

Essa situação acabou me levando a escrever esse post para alertar os vendedores de serviços ou freelancers leitores aqui do blog, para um problema que pode acontecer a qualquer momento e o que é pior, sem nenhum aviso prévio, levando à uma séria e repentina queda nos rendimentos financeiros. O que seria desastroso no caso da pessoa depender disso para o sustento de sua família.

Por isso, levantei a questão: Vender serviço ou produto? O que é melhor? Com certeza você já ouviu alguém alertando para que todos nós tenhamos algum tipo de fundo de reserva financeira, pois isso nos livraria de alguns imprevistos que possam acontecer em nossas vidas. Um outro alerta que ouvimos muito de economistas e gestores em finanças é que devemos ter também uma renda passiva, ou seja, uma renda recorrente sem que seja necessário trabalhar por ela.

Essa renda passiva evitaria que o indivíduo precisasse queimar sua reserva de emergência, ou seja, todos nós precisamos ter sempre um plano B ou alguma alternativa que não dependa totalmente da nossa capacidade física, que seria o caso de quem somente vende serviços. Com esse tipo de planejamento, seria evitado passar pelo tempo de recuperação da sáude inundados pelo estresse ou pelo medo da falta de recursos, pois isso poderia também ser um motivo de atraso na reabilitação das nossas funções físicas.

E como tudo isso responderia a pergunta inicial de vender serviço ou produto? Simplesmente, optando pelas duas opções! Mas como assim? Por exemplo, se você é um profissional que precisa viver da venda de serviços e gosta da sua carreira, comece a traçar uma estratégia para vender algum produto que seja relevante ao seu público para que você possa incluir juntamente com os seus serviços e ainda vendê-los sem que seja necessária a inclusão dos seus serviços, caso ocorra algum imprevisto.

Digamos que você seja um eletricista ou um encanador e para não depender somente da venda dos seus serviços, você comece a representar algum produto dentro de sua área de atuação que possa ser vendido tanto diretamente ao público consumidor como para outros colegas dentro de sua área de atuação.

Então, mesmo que você necessite passar por um período de recuperação física, a sua renda não seria afetada tão significativamente porque o seu trabalho como vendedor de produtos poderia ser feito sem que houvesse a necessidade de empregar tanto esforço físico. Afinal, contratar um ajudante para entregar produtos seria bem mais rápido que treinar alguém para fazer o serviço por você.

E mesmo que você não quisesse contratar ninguém para fazer entregas, ainda poderia contar com os recursos já existentes no mercado, que seria o caso de usar serviços de motoboys ou ainda dos Correios para fazer a entrega dos produtos encomendados.

Essa mesma estratégia pode ser usada em muitas profissões incluindo os profissionais liberais, bastando que para isso, o profissional em questão faça uma pesquisa detalhada em seu campo de atuação e mesmo que não encontre nada que seja muito próximo, poderá também abrir uma loja física ou virtual para vender produtos que façam parte do seu hobby, por exemplo.

O que é mais importante nesse momento é escolher um produto que já faça parte do seu conhecimento pessoal podendo ser tanto de sua área profissional como do seu lazer, como é o caso de produtos ligados um hobby, por exemplo. Isso com toda certeza, aumenta a abrangência para qualquer tipo de profissão, pois é difícil encontrar uma pessoa que não tenha um hobby ou algo que seja do seu interesse além de sua atividade profissional.

Por exemplo, um advogado mesmo bem sucedido em sua área de atuação pode ter a pesca apenas como um hobby e saber tanto desse nicho que os amigos dele quando querem comprar uma vara de pesca, por exemplo, sempre lembram de telefonar para pedir um conselho de compra.

Esse advogado em questão, que sabe aconselhar tão bem a respeito de produtos relacionados à pesca, pode ter uma loja física ou virtual para vender os melhores produtos desse mercado e, consequentemente, não depender somente da prestação de serviços para viver.

Afinal, se algum problema o impedir de trabalhar na área da advocacia, ele ou ela poderá tranquilamente continuar mantendo o seu padrão de vida através da venda de produtos relacionados ao seu hobby. Isso além de trazer os benefícios na área financeira, também será prazeroso e contribuirá para a sua recuperação mais rápida e tranquila.

Esse mesmo exemplo citado na área da advocacia, também pode ser levado para qualquer outra área tanto de nível universitário como para profissionais de nível técnico. O plano B que aqui significaria a venda de produtos pode estar relacionado tanto com a área de atuação profissional como a um hobby, bastando que seja feito uma pesquisa de mercado juntamente com um planejamento adequado.

Porém, o que deve ser observado é que esse plano B deve ser feito antes que algum problema de saúde ocorra, principalmente como no caso das profissões dependentes somente da venda de serviço e para que o estresse da situação não seja um impedimento para que fluam boas ideias.

O importante é lembrar que o caminho da prevenção é sempre melhor e mais tranquilo, ou seja, traçar um plano B para driblar uma eventual crise financeira ou um imprevisto com relação à saúde antes que aconteça é muito mais  saudável.

E nunca se esqueça que o plano B pode até se tornar um dia o plano A, tudo vai depender da situação. Porém, não fique frustrado se você já se encontra em alguma situação que tenha paralisado as suas atividades profissionais, pois sempre há uma saída mesmo que possa demorar um pouco mais para ver os resultados.

Supondo agora uma outra situação: que a sua dúvida entre vender serviço ou produto seja pela falta de capital para investir em produtos, então a primeira opção seria mais viável, momentaneamente, até que tivesse capital para iniciar a venda dos produtos.

Uma outra opção viável seria aproveitar o seu conhecimento técnico para escrever um livro, um ebook ou fazer vídeoaulas para vender. Dessa forma, você estaria produzindo um produto digital, ou seja, você precisaria de bem menos dinheiro para preparar o seu material e a venda poderia ser nas plataformas: Hotmart, Eduzz ou Monetizze. Portanto, você economizaria ainda mais com investimentos em publicidade, já que os afiliados ajudariam na divulgação do seu produto digital.

Infelizmente, na maioria das vezes, nós procrastinamos em relação à certas atitudes que deveríamos tomar e, consequentemente, somos surpreendidos por algumas situações adversas. E se você acha que traçar um plano B significa falta de fé, deixo dois versículos bíblicos que falam exatamente sobre a importância de um planejamento e sobre como não sabemos o que nos acontecerá no futuro, são eles:

“Porquanto, qual de vós, desejando construir uma torre, primeiro não se assenta e calcula o custo do empreendimento, e avalia se tem os recursos necessários para edificá-la?” (Lucas 14.28 Bíblia King James Atualizada)

“Empregue o seu dinheiro em bons negócios e com o tempo você terá o seu lucro. Aplique-o em vários lugares e em negócios diferentes porque você não sabe que crise poderá acontecer no mundo.” (Eclesiastes 11 1,2 – Bíblia Nova Tradução na Linguagem de Hoje)

Espero ter ajudado de alguma forma, mas se faltou algo que queira ver mencionado aqui, deixe nos comentários. Comentários com dicas, sugestões ou críticas também são sempre bem-vindos aqui! Um suuuper abraço e até o próximo post!